E então, eis o começo...
Quando era menina olhava para as pequenas estradas feitas de barro embrenhadas na mata desconhecida... Isso estimulava em mim desejo de segui-la até o fim...
O desconhecido sempre excita.
Mas nunca obedeci meus instintos, o que me valeu, posteriormente, o atributo da sensatez.
Porém, às vezes, esse desejo vem... e me faz recordar da minha infância: os lugares onde passei, as pessoas que conheci, as descobertas que fiz e as que renunciei...
Tempos bons. Essa imagem me faz lembrar isso.



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"MOTIVO Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa. Não sou alegre nem sou triste: sou poeta. Irmão das coisas fugidias, não sinto gozo nem tormento. Atravesso noites e dias no vento. Se desmorono ou se edifico, se permaneço ou me desfaço - não sei, não sei. Não sei se fico ou passo. Sei que canto. E a canção é tudo. Tem sangue eterno a asa ritmada. E um dia sei que estarei mudo: - mais nada." Cecília Meireles
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